quinta-feira, 4 de outubro de 2007

A minha Abelha Maia

Ás vezes dou por mim parado num certo semáforo de cor verde-tinto, que fica no centro de uma certa cidade. O semáforo em si não tem nada de especial, o que aqui interessa é que na zona pedestre...o passeio, é composto no lado direito, por uma pastelaria (das melhores da zona) logo seguida de uma papelaria com o msm nome, mas acho que de donos diferentes e, o mais importante para esta historia, uma loja com mais de trinta anos (acho) que é um género de loja dos chineses mas em versão portuguesa. Sempre que sou obrigado a la parar (devido a esse tal de semáforo), olho para a minha amiga que permanece no mesmo sitio dia após dia. Quando a loja fecha essa minha amiga é recolhida, para no dia a seguir voltar a vir cá para fora, (essa loja tem um hall de entrada onde ela tem o seu lugar cativo). Acho que nos dias que correm e de ha muitos anos para cá, essa minha amiga tem vindo a entristecer.
Lembro-me que a minha mãe ia á pastelaria comprar pasteis e eu ficava ao lado da minha amiga, agarrado a uma das antenas, a olhar com aquele ar muito ao genero do gato que aparece no shrek....era capaz de trocar um pastel por uma volta nela....a minha abelha maia.
Acho que eram 25 escudos ou 5 escudos, ja nem sei bem, sei que era uma moeda prateada e grande, tambem ja nem sei quais os movimentos dela, se subia ou se era so para a frente e para tras.... sei que me deu muitas alegrias (quando a minha mãe la lhe punha a moeda).
Hoje em dia ja ninguem a usa, nao tem luzes nem faz sons e muito menos armas ou com autocolantes agressivos.
Tenho pena em ser grande e ja nao poder montar a minha amiga... sem me olharem com maldade.

3 comentários:

Anónimo disse...

eu também "dei umas voltinhas" de abelha maia. acho que eram 20escudos... e a "minha" estava na entrada de uma sapataria, a sapataria lili...

mas só eu é k comento??

Unknown disse...

Toda a cidade deve ter o seu exemplar, pois na minha também há uma :)

Sempre lhe cobicei o lombo (salvo seja) mas não eramos ricos para sequer ousar pedir para andar nela. Nem m lembro s andei... ainda hoje lá está no mesmo sítio, num cafezito da rua do souto, ao lado de um caracol provavelmente da mesma idade, e é com o mesmo carinho que olhamos para a nossa abelha maia.

Anónimo disse...

Por acaso.. sempre qua lá passava e via a abelha maia, tinha uma vontade enorme de correr e ir para cima dela.. mas nunca consegui fugir de ao pé da mãe, nem de pedir algo que sabia que não era assim muito vital, e que podia trocar por um doce!! Como sempre fui uma menina timida, tambem nunca pedi para dar uma voltinha nela.. penso nisso com um leve sorriso de nostalgia (tão inocente!!) Hoje ja crescida, quando fico tambem parada nesses mesmos semafros, recordo esses tempos, e penso sempre, que talvez um dia possa dar uma volta com, quem sabe, um dos muitos filhos que um dia terei!! Até lá.. vou recordando!